quinta-feira, 26 de maio de 2011

Rainbow

     Recentemente um amigo me sugeriu uma banda, e adorei: Rainbow.

     Não foi uma banda qualquer, já que em seu quadro tinha Blackmore (ex Deep Purple) e Dio (ex Black Sabbath). Se você não conhece, sugiro que conheça. Deixo-os com aquela que tem sido a música que ouço pelo menos umas duas vezes por dia, Long Live Rock n´ roll:

sábado, 21 de maio de 2011

Crônica de um jovem

O Empório ainda vive!

Fazia muito tempo que eu não caía na noite. A maior razão é a minha velhice precoce mesmo, mas conta também o fato de que não existem muitas opções do meu agrado aqui em Ponta Grossa (que, para os que não a conhecem, é uma cidade dominada pelo sertanejo).

O Empório era uma das poucas casas noturnas de que eu gostava. Uso os verbos no passado porque eu parei de sair e (não sei se causa ou conseqüência) nunca mais havia tido algo lá que me interessasse. Nos últimos tempos em que eu passava lá na frente sempre estava fechado ou tendo algo que não me agrada.

Até que ontem um grande amigo me ligou dizendo que teria um cover do Metallica lá. Isso, somado ao fato de que fazia tempo que eu não saía (naquele tempo o Palmeiras ainda ganhava títulos, vai vendo...), me animou. Foi como resgatar o jovem que ainda habita aqui dentro.

Fiquei espantado pela quantidade de pessoas que foram prestigiar o evento! Na minha época esses covers de rock passavam quase que despercebidos, o gênero não faz muito sucesso por aqui. O Empório estava quase lotado. E certamente os que lá estiveram não se arrependeram.

Começo falando da banda que abriu o show, chamada Westhill, se a memória não me prega uma peça. Os caras mandaram muito bem! Tanto que depois o vocalista do cover do Metallica pediu uma salva de palmas para eles.

O som deles foi redondinho, não tinha ninguém na banda que desafinasse. O repertório incluía Motorhead, Deep Purple, Kansas, Ozzy, Kiss, Rainbow e ainda muita coisa que eu não conhecia. O ponto alto do show deles foi quando tocaram Ace of  Spades, do Motor. O Empório quase veio abaixo, formou-se uma roda punk. Eu rolei de rir com um gordinho que estava ao meu lado. Antes da banda começar Ace Spades ele estava indignado, xingando Deus e o mundo, mandando a banda embora, pois tinha ido para ouvir Metallica. Quando começou a música ele se transformou, pirou, foi até o chão (não é força de expressão, o cara foi até o chão mesmo chacoalhando a cabeça). Dá-lhe coerência!

A parte que eu mais gostei foi quando o baixista se dirigiu ao público dizendo: “Vocês gostam de Ozzy?” e, sem esperar resposta, começou No More Tears. Nessa eu pirei! E ali ficou claro que a banda era muito boa mesmo, tocaram a música inteira, fielmente, sem nenhum erro, o que não é fácil, até pelos efeitos de teclado que a melodia tem.

O Westhill terminou sua apresentação lá por 1:30, e aí veio a palhaçada. Foi quase uma hora e meia de espera até entrar o “Metallica”. Por que essa demora? Boa parte do público foi embora, não agüentou esperar. Neste intervalo o sono bateu e eu, como um bom senhor de idade, tirei um cochilo.

O “Metallica” abriu com uma música que eu não conhecia, mas que fiquei querendo conhecer, uma porrada bem ao estilo deles. Em seguida tocaram Master of Pumpets (mas não inteira) e emendaram com Seek and Destroy. O público, claro, foi ao delírio, porém eu não gostei, não sei dizer ao certo o que faltou ou sobrou, mas ficou longe da original. Para mim o ponto alto foi quando tocaram Whiskey in the Jar, já que é uma das músicas preferidas minha e de meus amigos. Após, veio Sad But True, e já dá para imaginar nosso êxtase.

Enfim, a noite foi ótima, foi muito bom sair com amigos tão queridos e se sentir jovem novamente. Que venha o próximo cover de rock n´ roll!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Sou foda" versão heavy metal

     Sabe aquela música detestável "Sou foda"? Achei a versão que me agradou.


     Eu ri litros.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Transcrição

    "Nunca antes tivemos tanta liberdade, informação e consumo, em termos gerais. Mas o que temos feito disso? A liberdade se confunde facilmente com o egoísmo, com a exaltação publicitária do “eu faço o que quiser” e o medo de assumir compromissos. A informação não produz cidadãos mais conscientes e debates melhores, pois poucos se interessam por ideias gerais e pelo que aconteceu antes de nascerem. O consumo se torna patologia, em que sempre se olha para o que não se tem, ou seja, para o que o outro tem, mesmo que não haja a menor necessidade de ter aquilo. Com tanta valorização do dinheiro e da aparência, fica mais difícil encontrar amizade e amor verdadeiros, que dependem da confiança no outro em momentos difíceis; e se deterioram rapidamente a arte da conversa e o gosto pela leitura, sem os quais é difícil vencer a imaturidade. Em uma frase, o humanismo tem sido atropelado por nossa vida acelerada.

       (...)

      Como disse o escritor Pedro Bandeira, o brasileiro dá mais valor a um tênis do que a um livro. Afinal, está disposto a pagar R$ 300 pelo primeiro, mas diz que R$ 40 pelo segundo é caro – assim como diz que não tem tempo para ler, mas passa horas e horas diante da TV ou nas redes virtuais. A capacidade de concentração está em declínio; muitas coisas são feitas ao mesmo tempo, nenhuma com a devida consistência. Exibir vale mais que saber.

       Outra consequência desse mundo cada vez mais frívolo se mostra em ambientes de trabalho de todos os tipos. De olho nas promoções e nos bônus, passar o colega para trás começou a ser atitude elogiável, assim como trabalhar mais horas, mesmo que em prejuízo da vida familiar e do ócio. Funcionários dão aos clientes a desculpa de que “o sistema não permite”, incapazes de contestar essas ordens para não ser acusados de não ter “inteligência emocional”. Nas ruas das grandes cidades, a gentileza vai sarjeta abaixo; SUVs fazem uma luta darwinista pela sobrevivência do mais caro. Mulheres optam pelo papel de bonequinhas de ricaços, e há mais e mais estilistas para vesti-las e cirurgiões para repuxá-las. Jovens vivem com os pais até quase os 40 anos, enfileirando cursos e bicos para adiar a responsabilidade de uma carreira decente e continuando a se vestir do mesmo jeito. Crianças dizem que seu sonho é serem famosas, não importa em quê ou como.

       (Daniel Piza, em sua coluna semanal no Estadão, "Sinopse").

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tela Alternativa

       Ontem, pela primeira vez, fui ao famoso Tela Alternativa, lá no Cine Teatro Ópera.

     Para quem não sabe, o Tela começou como uma sequência de um projeto de extensão da UEPG. Consiste basicamente na apresentação de filmes e discussões sobre os mesmos. Antes do filme começar, o mediador fala brevemente sobre ele, situando-o na história do cinema, a época em que foi produzido, o elenco, o roteiro, o diretor etc.

     Ontem passou "Testemunha de Acusação", baseado na obra da Agatha Christie. Muito bom! Não falarei sobre o filme porque isso implicaria em falar sobre a obra da Rainha do Crime, e ela merece um post próprio.

      Para quem gosta de cinema e de boas discussões, é um ótimo programa. Fica a dica (como me irrita essa expressão rs). 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Revolução dos Bichos


Terminei de ler ontem “A Revolução dos Bichos”, do George Orwell. Excelente!

É uma leitura muito gostosa. Em primeiro lugar, contraria aquela idéia de que clássico precisa ser um livro de mil páginas. Este não chega a cem (e isso porque eu li uma edição de bolso). Li em duas pegadas.

Conta a história de uma fazenda, cujos bichos são maltratados por seu dono. Certo dia os animais, cansados de sofrer, resolvem fazer a revolução. Expulsam os humanos do lugar e começam eles próprios a gerir suas vidas.

No começo tudo é ótimo. Trabalham menos, comem mais e melhor, não são açoitados etc. São estabelecidas as sete leis do ‘animalismo’, entre elas a de que todos os animais são iguais.

Contudo, com o passar do tempo, as diferenças entre os bichos se tornam evidentes. Os porcos, os mais inteligentes e por isso os líderes, começam a ter regalias e a explorar os outros. Passam a descumprir as leis criadas pela revolução em benefício próprio, tudo por meio de uma lavagem cerebral nos outros animais.

Quando os outros bichos começam a desconfiar que estão sendo enganados, entra em ação a propaganda oficial do novo regime. Qualquer ação dos porcos que fosse contestada era respondida com um “você quer que os humanos voltem?”.

Mais adiante, temerosos de que apenas a lavagem cerebral não baste, os porcos apelam para violência. A passagem mais marcante do livro é a da execução sumária de vários animais, em público, por terem “traído a revolução”.

Como se pode perceber, a história é uma crítica ao socialismo, e às ditaduras em geral. Mostra como é fácil induzir uma nação a cometer as maiores loucuras, basta uma propaganda prometendo uma vida melhor e inventar um inimigo comum (neste caso, os humanos). Lembrei da Alemanha nazista.

Corinthians x Santos


Gostei do que vi no Pacaembu ontem, tanto como torcedor quanto como “comentarista”.

Como torcedor do Corinthians, gostei do time ter enfrentado o Santos de igual para igual, mesmo sabendo que o outro time é melhor. Podem argumentar que é clássico e que não se esperaria outra coisa de um clube da grandeza do Corinthians, mas está aí o Real Madrid como exemplo de como um time pode se acovardar diante de um adversário superior.

O jogo foi aberto, lá e cá, gostoso de assistir, ao contrário daquela guerra contra o Palmeiras semana passada. Começou truncado, nervoso, ok, mas depois os times se soltaram. O 0 x 0 não reflete a quantidade de oportunidades criadas pelas duas equipes. Até a quantidade de faltas foi inferior à média do campeonato, 25 se a memória não me prega uma peça (alguém sabe a origem da expressão “pregar uma peça”?)

O Corinthians dominou o primeiro tempo, a marcação encaixou bem, de modo que o ataque teve tranqüilidade para criar as jogadas. Já o segundo tempo foi diferente. Tudo porque um tal de Neymar resolveu jogar bola.

Ainda que seja verdade que a mídia exagera quando o exalta, é inegável que o cara joga muito. Coitado do Wallace, ficou perdidinho no segundo tempo, tomou tanto drible e correria que deve estar até agora vendo a sombra do Neymar.

No fim, o empate foi justo. Poderia ser 2 x 2, 3 x 3, porque ambas as equipes criaram várias chances. Agora é aguardar o jogo da Vila.

Espero que o time mantenha esta postura, que não abra mão de atacar, porque já dizia o filósofo Vanderlei Luxemburgo: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. Se for para a Vila Belmiro e ficar 90 minutos esperando o Santos, pode saber que vai perder. O time deles é melhor e vai jogar no ataque, isso é óbvio. Se o Santos não tiver a preocupação de que o outro time vai incomodar sua defesa, aí é que vai sufocar mesmo.

O que me preocupa é que nosso treinador é o Tite. Sempre brinco com colegas quando ele aparece à beira do gramado dando instruções a algum jogador que ele está dizendo: “volta marcar, meu filho”. Não duvido que ele diga aos jogadores para entrarem em campo para segurar o empate e tentar o título nos penaltys.