terça-feira, 13 de setembro de 2011

Uma não-atualização

     Vossas Senhorias ficariam surpresas de saber a quantidade de textos que eu tenho escritos, pois eu escrevo todo dia, religiosamente (com o perdão do advérbio rs). O problema é que o volume de coisas que escrevo é proporcional à minha preguiça de digitá-las no PC.

     Acho que encontrei uma forma de escrever aqui com mais frequência: postar vídeos das minhas bandas favoritas. De quebra, lembro um pouco de um assunto que tanto gosto, mas que, não sei explicar porquê, falo muito pouco aqui no blog.

     Fiquem com Radio Ga Ga, do Queen:

          Coisa linda!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

31/AG/2011 - Notas


- Quero reler Anjos e Demônios, do Dan Brown. Gostei muito da forma como ele coloca o conflito ciência x religião no livro.

- “Eu não preciso de muito dinheiro, mas eu preciso muito de dinheiro pra torrar...” Dinheiro pra Torrar - Velhas Virgens. Letra boa, melodia idem (a guitarra me lembra o Keith Richards).

- Creio que carregaremos para toda a vida aquele conflito adolescente: querer ser aceito x querer ter personalidade própria.

- Não me canso de elogiar a obra do Sherlock Holmes. Está sendo um prazer relê-la. Como fazem sentido algumas passagens agora que sei que o Conan Doyle era espírita. Embora ateu, admiro o Espiritismo. É a religião que melhor cumpre sua função de tentar explicar o inexplicável e assim confortar os coraçõezinhos humanos, porque a mais lógica, a que mais privilegia o livre arbítrio.

- Da série “utopias”: que nos churrascos tocasse rock n´roll; que vocação fosse mais valorizada que salário; que discordar de uma IDEIA não fosse visto como ofensa pessoal.

30/AG/2011 - Notas

- Preciso aprender a gostar de bandas novas. Por ‘nova’ entenda-se aquilo que surgiu, no máximo, há 15 anos. Porque em 2040, por exemplo, vai ser difícil ler manchetes como “AC/DC lança novo álbum”, “Rolling Stones anunciam turnê” etc.

- Existe um “ensinamento” que corre pela internet para “provar” que o machismo está certo. Eu chamaria de Parábola da Chave e da Fechadura. Acompanhem o brilhante raciocínio que justificaria homens poderem ter inúmeras parceiras e mulheres não: uma chave que abre diversas fechaduras é muito útil. Mas e uma fechadura que abre com qualquer chave?
O exemplo, em si, é perfeito. Uma fechadura que abre com qualquer chave não tem muita serventia. Daí os (as) machistas dizerem isso e abrirem aquele sorriso maroto. Deixo apenas uma pergunta: quem disse que o homem é a chave e a mulher é a fechadura?

- Por que toda personagem da Fernanda Torres parece a Vani de Os Normais? Já viram aquele Tapas e Beijos, programa que passa às terças na Globo?

- Da série ‘expressões que me irritam’: “tá na mão” e “fica a dica”. Fica a dica.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

29/AG/2011 - Notas


- Gostei do “O que vi da vida” de ontem, com o Chico Anysio, quadro do Fantástico em que algum famoso diz o que pensa sobre várias coisas. Entre outras, ele afirmou: “o sucesso é acidente de percurso. Não se iluda com ele, do jeito que vem, vai”. É curiosa a história de que se tornou humorista por causa de um par de tênis . Tem a parte em que ele diz, ironicamente, que ator decora texto, grava a mesma cena quatro vezes, grava até oito vezes a mesma cena se for preciso. Mas é melhor que trabalhar. Por fim, menciona que nos últimos tempos ficou em coma por 3 vezes, tendo sido desenganado pelos médicos. Fiquei matutando sobre o termo “desenganado”. É usado no sentido de que os médicos disseram a verdade ao paciente, não lhe deram esperança. Logo, a contrário sensu, pode-se afirmar que, no mais das vezes, os pacientes vivem enganados pelos médicos.

- Não entendo um livro do Harry Potter ser mais caro que um DVD. Onde fica a famosa lei da oferta e procura? Como sabemos, o brasileiro não é muito chegado à leitura. Logo, filmes são mais populares que livros.

- O último exame ABC explicitou o que todo mundo já sabia, a má qualidade do ensino brasileiro. São muitas as causas, mas me parece que a principal é a desimportância que se dá ao professor. Só para terem uma ideia: na Coréia do Sul, um professor de ensino fundamental ganha quatro mil dólares. No Brasil, este é quase o salário de um professor universitário com doutorado.

- Que dizer ontem dos repórteres que “cobriam” o clássico Palmeiras e Corinthians? Terminado o jogo, correram falar com Chicão e Valdivia, que haviam se desentendido. Mas não era para falar do jogo. Comportaram-se como Marias futriqueiras: “Valdivia, o Chicão disse isso e aquilo, o que você responde?”, na autêntica linha meninos-da-quarta-série-incitando-briga. Aff. Os típicos profissionais que envergonham a classe.

domingo, 28 de agosto de 2011

Choro flamenguista


Estou perplexo com o choro da maior torcida terceirizada do país.

Disseram tanto que R. Gaúcho era o super craque, que colocou Neymar no bolso lá na Vila, que ninguém ta jogando mais que ele e quando convocam o cara para a seleção é esse chororô. Comportamento esquizofrênico, não?

Não apoio a convocação do R. Gaúcho, mas por razões bem diferentes das dos flamenguistas. Sim, ele está jogando muita bola, mas além de nunca ter rendido na seleção (nem na época em que era o melhor do mundo!), não tem como apostar nele para 2014. Pensando na Copa, o máximo que dá para admitir é que ele seria um bom nome para compor o grupo. Ponto.

Mas aí vêm os flamenguistas (como este do vídeo) com a teoria da conspiração: Mano Menezes convocou R. Gaúcho porque quer prejudicar o Flamengo, porque é corinthiano.

Avisem para esse pessoal que junto com R. Gaúcho o Mano convocou o Ralf, um dos melhores volantes do país (senão o melhor) e que, tal como o flamenguista, não tem reserva. Ou vocês acham que Moradei é uma boa opção?

Como escrevi no twitter: os flamenguistas estão invertendo a ordem das coisas. PRIMEIRO é preciso perder o campeonato, para DEPOIS chorar, dizer que a culpa foi do Mano. Os caras ficam arrumando explicações antes de perder.

sábado, 27 de agosto de 2011

27/AG/2011 - Notas


- Muitos acham que deus desceu do céu e ditou o livro sagrado. Essas pessoas não dizem “tá escrito na bíblia”, afirmam “deus disse que...”. Fico pasmo! Até eu sei que a bíblia foi escrita por humanos que, ao observar certos acontecimentos, viram intervenções divinas e dela tiraram supostas lições, de acordo com suas interpretações. INTERPRETAÇÕES, caros e caras, essa é a palavra chave.

- Estava na padaria de todos os dias com a minha tradicional garrafa de água a tiracolo. Dessa vez a H2O estava numa garrafinha de coca. Ao passar no caixa fui indagado: essa água é daqui? Deu vontade de responder: vocês vendem água em garrafa de coca?

- Nessa mesma padaria pedi um pão com manteiga. Esqueceram da manteiga. Alertei o funcionário sobre o "detalhe". Ele me fuzilou com o olhar e trocou o meu pedido. Nada me tira da cabeça que aquele dia comi pão com cuspe rs.

- Um telão no centro da cidade fica passando lances de uma partida de futebol. Após, entra uma vinheta que diz: muita atenção no trânsito! Fina ironia, só pode. Eu, ao volante, seria o primeiro a causar um acidente porque não dera atenção aos carros e pedestres, distraído que estava com os lances do telão.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Harry Potter


J.K. Rowling escreveu uma obra-prima. Creio que o maior mérito da escritora tenha sido fazer com que uma história sobre coisas que não existem – bruxos, magia, elfos, duendes – soe verossímil, seja porque muito bem explicada (os personagens têm poderes, mas não podem tudo. Existe uma infinidade de regras para se usar magia. Mesmo os personagens mais fortes da história possuem fraquezas), seja pela fantástica história que existe por trás de todos os acontecimentos.

À parte este universo paralelo sobre bruxos etc (que já me encanta), existem as histórias pessoais de cada personagem. Suas vidas, famílias, medos etc são mostrados – enfim, os personagens são profundos. Harry Potter não é apenas um bruxo prodígio que deve derrotar Vald..., ops, aquele-que-não-deve-ser-nomeado. É também um menino cujos pais foram assassinados, cresceu numa família estranha (de outra “casta”, inclusive) e possui vários conflitos internos.

Existe romance na trama. À medida que os personagens vão crescendo os amores adolescentes vão desabrochando. Mas não é uma história de amor, bem longe disso. Eis a grande diferença para a saga Crepúsculo, com a qual volta e meia Harry Potter é comparada. Minha irmã esses dias: “mas qual é a diferença entre Harry Potter e Crepúsculo? Por que uma goza de boa reputação e a outra não?”. Na hora respondi: “Harry Potter é bem visto porque tem história”. Sobre Crepúsculo a única coisa que posso dizer é que não vi/li e não tenho a menor vontade de fazê-lo. Não consegui assistir 15 minutos do filme.

Com a palavra alguém que entende “um pouco” mais que eu de literatura: “Tanto Rowling quanto Meyer estão falando diretamente para os jovens… a grande diferença é que J. K. Rowling é uma escritora magnífica e Stephenie Meyer não consegue escrever nada de valor. Ela não é muito boa.” Conhecem Stephen King?

A trama de Harry Potter é permeada de ação, mas, de igual forma quanto ao romance, não é uma correria desenfreada sem razão de ser (conhecem Velozes & Furiosos? rs).

Por fim, destaco o estilo da autora, claro e objetivo. As digressões funcionam bem; a ironia é fina, quase imperceptível para o leitor mais distraído; as passagens tocantes não são piegas. Mal posso esperar para assistir aos dois últimos filmes.